Foi relendo sobre a história e geografia do RS, quando meu objetivo era provar a pluralidade e diversidade étnica e cultural do estado, bem como os diferentes climas, relevos, etc.que observei dados instigantes sobre o problema fundiário do estado.
Afinal, não era um texto de Tao Golin ou Ciro Martins, autores que sabiamente contam a história do Rio Grande não a partir da ótica das elites do estado (passadas e presentes), mas a partir da ótica do povo humilde que trabalha nas estâncias e fazendas deste estado.
Foi em livros de Regina Portella Schneider, Felipe Piletti e Igor Moreira que comprovei sobre a nossa diversidade, o que, aliás, era o objetivo da minha pesquisa, mas, além disso, encontrei dados que comprovam nosso problema de concentração de terra, com a conseqüente saída do estado dos descendentes de colonos rio-grandenses. Estas emigrações vem acontecendo desde a década de 1930 até nossos dias e aconteceram assim: Em 30-SC; 40-PR; 50 e 60-MS; 70-MS,MT-RO-GO-PA; 80 e 90-MG-BA-PI-MA-TO-MT-RO-AC-RR-PARAGUAI e ARGENTINA.
A estrutura fundiária do R.S.onde 2% tem muita terra, 5% tem médias propriedades, 29% tem pequenas áreas de terra e 64% dos imóveis rurais são considerados minifúndios. Pelas sucessivas divisões das heranças nas pequenas propriedades foram acontecendo e forçando as migrações e o êxodo rural.
Entendi através dos gráficos para as crianças da 4ª série, porque existe hoje Movimento Sem Terra no estado e país, exigindo Reforma Agrária, o que, aliás, já aconteceu no 1º mundo ainda na Idade Média.
A mídia mostra o MST, suas mobilizações, principalmente algum exagero que o movimento possa cometer aos “olhos” do senso comum, entretanto nunca mostrou de onde e o porquê veio!
A curiosidade, e investigação, o levantamento de hipóteses, as conclusões nos foram ensinados através do curso...
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2 comentários:
Olá colega...
Que visita interessante...
Aprendi muito com a introdução de sua pesquisa sobre o MST, pessoas que buscam seus direitos mas acabam sendo "injustiçadas" pela imagem que a mídia transpõem, um problema de ordem governamental inacabável.
Parabéns por suas reflexões...
Abraços!
Também achei bastante interessante.
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