Foi estudando agora os PAs que me dei conta de muitos aspectos que durante o trabalho prático não havia percebido. Desde o inicio do nosso PA tive a clareza de que se tratava de uma pesquisa bem diferente das pesquisas de aula, por que o tema a ser trabalhado é definido pelo aluno/grupo, não pelo professor, tanto o roteiro quanto a conclusão no PA não está fechado. O processo é mais importante do que o resultado; a valorização da curiosidade (epistemológica), a observação com registro respectivo, a investigação das hipóteses, o interesse e entusiasmo que envolve a própria pesquisa remetem para um trabalho de iniciação científica, onde o resultado, a investigação sobre as dúvidas temporárias, as certezas provisórias não está determinado como nas pesquisas habituais. É uma metodologia de ensino que prepara para a autonomia e liberdade. Também pode ser trabalhado com crianças desde as séries iniciais do Ensino Fundamental até as séries finais do Ensino Médio.
Segundo o texto:... Nesse tipo de proposta inicial, a idéia é a de que o aluno ”Precisa aprender a entregar-se com alegria à aventura de soltar a imaginação e a inteligência para criar e construir o novo, sempre disposto a reconstruir, na medida que entende a relatividade do produzido”.(MAGDALENA e COSTA, pg. 93, 2003).
Também é fundamental a pergunta norteadora que desencadeia a atividade mental para buscar elucidar as dúvidas temporárias, as certezas provisórias, baseados nos conhecimentos prévios já construídos pelo aluno-pesquisador.
Cabe referir o impulso que a web 2.0 dá aos Projetos de Aprendizagem, possibilitando a comunicação, a troca e ampliando as fontes para a pesquisa. É ademais uma excelente metodologia para incluir o uso do computador em sala de aula.
A implantação dos laboratórios de informática foram extremamente importantes para as escolas públicas, pois muitas crianças não possuem computador com internet em casa, mas muitas vezes a utilização do laboratório de informática é mal gerida, burocratizado, ficando mais para o corpo docente e setor administrativo da escola. Portanto, é na implantação do Projeto UCA- Um Computador por Aluno- que efetivado proporcionará a inclusão digital, com avanço na aprendizagem das crianças, e um acesso ao mundo da informática.
Outro aspecto relevante a registrar é a postura que os profissionais da educação precisam ter em tomar a informática como aliada, incluir e qualificar sua utilização no dia a dia da escola...Até entendo que para muitos de nós é um desafio a ser superado, pois não recebemos formação nesta área, mas não tem como subtrair essa importante ferramenta nos dias atuais. É anacrônico o argumento de que o computador tira o lugar do professor, na lógica de que só o professor “precisa ministrar o ensino”, é a única fonte responsável pela “ensinagem”. Entretanto, o professor não é o único detentor do saber, é sadio incorporar que autoridade não pode servir para coibir alunos a pensar, questionar, discordar e fundamentar suas posições, pelo contrário, ele deve ser um dos estimuladores pra que cada aluno construa sua autonomia.
Já sabemos que no perfil do atual professor, se espera dele um papel de mediador e instigador, não é apenas ensinar conteúdos transitórios, mas levar o aluno a aprender a resolver problemas, pensar, posicionar-se, enfim intervir na sociedade...É o aprender a fazer...
Hoje eu teria segurança e competência para aplicar os PAS na minha sala de aula, com crianças, adolescentes e jovens e adultos...Construí um bom acúmulo sobre o tema.
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