Tenho gostado muitíssimo das aulas de Artes Visuais, tanto das aulas presenciais, quanto dos textos disponibilizados no ambiente virtual Rooda e das sugestões dos sites com temáticas de complementação ao conteúdo das aulas. Confesso que as mesmas tem servido para meu aperfeiçoamento profissional, mas também para minha vida pessoal, já que me considero uma amante das artes...
Aliás, nada me “religa” tanto à vida e à espiritualidade do que “sorver” as diferentes expressões de arte. Quando saio de uma visita ao MARGS, de um Show Musical, de um espetáculo teatral que assisto, sinto-me plena... Sempre fui assim... Sempre falo isso pro meu marido que é muito religioso, até meio “carola”... Minha fé não esta ligada a religião, igreja (a obra arquitetônica em si me emociona mais que a pregação) A fé surge e existe na contemplação da beleza da arte, na luta que os homens “imprescindíveis” como diz B. Brecht travam para tornar mais bonito e melhor o mundo. No fundo pra mim, essa atuação também é uma forma de burilar uma obra de arte nascida a partir talvez, até do “ big-ben” inicial... O que não me importa muito! A verdade é que cá estamos, quanto melhor este planeta se tornar para cada um dos viventes, melhor será para todos que tiveram esta fugaz oportunidade, de deixá-lo ainda melhor. Seria um tributo de gratidão a esta passagem.
Precisaria ter nascido com o DNA mais carregado de genes dotados para as artes, eu seria artista com certeza! Apesar de que como espectadora já me conto satisfeita e feliz. Ainda mais agora que aumentaram meus conhecimentos na área, professoras Ana Cláudia e Viviane. É um fato real!
Segundo os estudos que fizemos no belíssimo material teórico produzido por vocês, fiquei sabendo que todos podemos ter “produções artísticas”, embora não sendo artistas; também que estamos rodeados de arte...Descobri que minha casa é cheia de arte, especialmente a popular, que ADORO: são peças de várias partes da América do Sul e Central, muitas de artesãos brasileiros. Só eu as limpo, por puro zelo e medo de alguém não cuidar o suficiente, vindo a quebrá-las.
A grande novidade foram os passos que são recomendados ao professor seguir no trabalho com artes: 1º-2º- 3º.......
Foi fundamental pra que nos utilizássemos desse saber para melhorar as aulas de artes em nossa escola, bem como o relacionamento com a prof.ª, que é muito competente e capaz, mas acadêmica demais, não dava enfoque interdisciplinar ao conteúdo trabalhado, não contextualizava as aulas, trabalhava a técnica e ponto final. Com os novos conhecimentos adquiridos no PEAD e aplicados nas nossas aulas, essas tornaram-se significativas e interessantes; tudo melhorou. Hoje de posse de uma réplica, a professora continua fazendo a releitura da obra (antes era somente a cópia, acredito eu), analisa o estilo da obra, compara com outras obras, contextualiza na época em que foi produzida, pesquisa sobre a mesma, inclusive na Internet, expõe coletivamente os trabalhos, os alunos fazem avaliação cooperativa, dizendo o que significou fazer o trabalho....
Inclusive terminaram os problemas de indisciplina. Outro aspecto que deixou os alunos da EJA(Tot. VI ) muito satisfeitos foi terem constatado, em diálogo com seus filhos que algumas questões trabalhadas em sala de aula em Artes, caíram nas provas do ENEM. Teve uma importância grande terem podido ajudar os filhos nos estudos e saberem responder essas questões; foi um comentário geral na escola!
Como professora, por gosto pessoal, por intuição e com intencionalidade de apresentar as artes aos alunos, sempre tentei mesclar e permear estas, nas disciplinas que trabalhei, mas como um meio para tornar mais atraente tal conteúdo, numa culminância, como conhecimento geral, curiosidade, atividade para uma hora cívica ou data comemorativa.... Entretanto, a grande lição foi....”A investigação da natureza da arte como forma de conhecimento. Ou seja, a arte como objeto do conhecimento...” Aprendi que as artes são por si objeto de estudo, com uma transversalidade fantástica quer na área sócio-lingüística, sócio-histórica bem como na sócio-científica. Que através delas podemos estudar o mundo da atualidade, bem como de outras épocas, desenvolvendo a visão artística, a sensibilidade e o humanismo nas pessoas.
As artes devem ser trabalhadas no cotidiano da sala de aula, em todas as disciplinas, não precisam esperar data comemorativa, assunto árido; pois todas as aulas deveriam ser diferentes, interessantes e significativas.
Lembro-me de um dia que tive de substituir às pressas, uma colega de português, passei na biblioteca, peguei umas dezenas de livros de poesia. A tarefa era cada aluno escolher um livro, destacar a poesia que mais gostou, copiá-la, destacar palavras desconhecidas, procurando as mesmas no dicionário. No final do segundo período, fazer um pequeno recital. Nos dois últimos períodos ir à biblioteca, utilizando bibliografia ou Internet para saber mais da vida do autor. Foi um trabalho muito bonito! Não sabia que aqueles alunos da EJA tinham tanta estética... Seria com certeza, as poesias que eu teria escolhido(digo isso,porque sou professora bibliotecária e conheço quase todo o acervo ) e daí nasceu no nosso curso a noite do Recital de Poesia, inclusive o turno do dia iniciou esta experiência neste ano. Todos adoram: alunos, professores, pais e convidados.
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