FILOSOFIA... QUEM DIRIA...
Nunca fui uma leitora de filosofia, mas não sentia muita necessidade na disciplina...
Mas devo confessar que a interdisciplina que acreditava seria a mais difícil (e chata), por esse motivo tentei primeiramente fazer suas atividades, me deixou deveras entusiasmada.
Mas, Céus! Quanta ignorância minha, em pensar que filosofia seria só teoria, muita idéia sem aplicabilidade, sem uma correspondência na vida real.
Quantas coisas interessantes sobre o mundo natural e o ser humano e sua essência os pensadores já escreviam a.C..
Dentro desse contexto conheci melhor o ateniense Sócrates, nascido em 470 a.C e que diante de quem lhe julgava o mais sábio proferiu: ”Só sei que nada sei”.
Mas foi através do texto de Platão: ”Apologia de Sócrates” estudado nas aulas de Filosofia que tomei o primeiro gosto pelo tema. Nota dez em argumento, uma peça que merece ser estudada.
Sócrates que apesar de não deixar nada por escrito, teve seguidores que registraram seus pensamentos e posicionamentos. Me encantei tanto pelo pensador e orador célebre, que passava pregando em espaços públicos, ensinando de graça aos jovens. Peregrinava entre o povo, com bom humor e coerência discursava sobre a ética e a política.
Descobri até um filme sobre a vida de Sócrates do diretor Roberto Rossellini, uma beleza!
Acho que o próprio Cristo (homem) séculos depois pode ter sido influenciado pelas suas fortes e profundas falas, que deixaram muitos seguidores depois de ter sido condenado a morrer envenenado, tomando cicuta.
Confesso que fiquei tão interessada que fui ver a peça ”O BANQUETE” de Platão no Teatro São Pedro. Foi a primeira vez que fui ao teatro para ver uma obra de um filósofo antigo. Viajei e viajo quilômetros para ouvir Márcio Portchmann, Emir Sader, Leonardo Boff, Marilena Chauí e o saudoso Paulo Freire, mas humildemente devo reconhecer e confessar que me faltam credenciais intelectuais para entender os nossos filósofos acima referidos.
Tenho um amigo que sempre me dizia: “Já leste Sócrates, Platão, Kant, Nitzche...?”
“-Não se pode morrer sem ler estes autores...”
Hoje já concordo com essa idéia, até já li alguns fragmentos dos mesmos..
Numa ocasião falei para professora lá no Pólo, sobre os pensadores da Educação: ”... não agüento a leitura desse autor..., não dá para aplicar isso...” ao que ela me respondeu
- ” Mas é para conhecer como e porquê muitas coisas são como são ainda hoje na educação...”
Concluo que estudar filosofia é fundamental para entender o pensamento do mundo tanto no passado, quanto no presente.Fiquei encantada com a interdisciplina!
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